Diário Banda Larga


Diário de Bordo – Japão – Parte 3

Pois bem, no domingo 7/9 desci com Gil para as entrevista.  O representante da Warner Music, Naoto, estava nos esperando e comecou a serie de entrevistas(Gil falou durante 3 horas seguidas).  Para minha enorme surpresa a jornalista de Le Figaro-Japao era a tal senhora que entrevistou Caetano ha 12 anos e que gemia enquanto Caetano falava.  Ela esta um pouco melhor ou pelo menos baixou o volume.  A interprete, Mana, nos pareceu exelente e nao era como a de Caetano e tb do filme de Sofia Coppola ” Lost in Translation”  que a pessoa faz uma pergunta longa, cheia de nuances e a interprete diz” fala ai sobre a Tropicalia”  Enfim, terminadas as entrevistas, fomos nos arrumar pra irmos pro ensaio com o Kazufumi Myiazawa(atencao pois no diario anterior escrevi o nome dele errado). O estudio era otimo e num lugar tipo zona portuaria.  A banda ja estava toda la inclusive a Ganga Zumba, criada por Marcos Suzano e que tem uns brasileiros tocando. Ensaiamos exaustivamente a musica “Shima Uta”  um sucesso por aqui, dizem os organizadores. De la fomos, a convite de Honda, comer num restaurante de Sushi bem simples mas delicioso(tipo o nosso velho Azumi).  Chama-se Bikkuri Sushi e fica no bairro Ebisu.  De volta ao hotel mas uma noite insone, toda atrapalhada com o fuso.  No dia seguinte saimos cedo para a estacao de trem de onde partimos pontualmente as 12.37 hs e chegamos a Osaka as 15.06 hs.  Alem da precisao do horario, outra coisa impressionante eh que no ticket tem o numero do seu vagao.  Voce fica na plataforma onde tem esse mesmo numero e o trem para com a porta certa na sua frente.  Fiquei pensando em meu pai, engenheiro ferroviario, que nao chegou nem a conhecer um metro se visse esses trens daqui!!!!   Fiquei ate emocionada.  O trem eh bala mesmo e percorre os 404 kms que separam Tokyo de Osaka em 2.29 hs.   Osaka logo me pareceu mais bonita que Tokyo, mais arborizada, com milhares de bicicletas por todo lado(Gil me disse que todo o interior do Japao eh assim e que Tokyo so deixou de se-lo pelo transito tao intenso).  Nosso hotel tb e bem mais bonito que o de Tokyo e chama-se Nikko.  Estamos no 28 andar.  Deixei Gil e acomodei minha maleta, e fui para o hotel da banda(bem pertinho) encontrar a galera pra sairmos.  Sai com Fafa e Joao, achamos um restaurante italiano ao lado do meu hotel.  Comemos e descemos um shopping enorme de roupitas tipo jovem.  

Voltei para o hotel, trabalhei um pouco na internet, vi TV li meu livro “Um Sonho Americano” de Norman Mailler. Dormi umas 3 hs da madruga e acordei…. 12 hs.  Nem acreditei pois ha anos nao acordo uma hora dessas.  Tomei um cafezinho e as 16 hs saimos Gil e eu para a passagem de som.  Aqui mesmo no teatro serviram uma comidinha japonesa OK, comemos e agora o show acaba de comecar com espantosos 11 minutos de atraso(Gil esta cantando “O Oco do Mundo”)  O publico se comporta como ja se comportava desde sempre.  Silencio reverente durante a execucao da musica e aplausos calorosos no final mesmo que a musica seja “Chiclete com Banana”!!!

Amanha voltamos a Tokyo onde Gil canta depois de amanha.  Ja convidei nosso embaixador Andre Amado, o editor de Gil aqui no Japao Tatsu Hirano, a tia de Artur Maia, Yoko Maia(viuva do grande Luisao Maia que era baixista de Elis e morreu aqui onde deixou ela e 2 filhos), primos de Lecco que trabalham na Vale do Rio Doce aqui, Jorge Benjor, Joyce e Tutti Moreno.  

De Tokyo vamos pra Nagoya e depois Yokohama.  Dia 17, de volta pro aconchego de casa…..

Estamos todos na contagem regressiva para o nascimento de Flor, filha de Bela e Joao Paulo em Nova York onde vovo Flora e seu netinho Bento ja estao acompanhando essa expectativa de pertinho.  Flor, vai ser a primeira neta mulher de Gil que ja tem 6 garotos(Pedro, Gabriel e Lucas- gemeos- filhos de Marilia;Joao filho de Nara;Francisco de Preta e Bento de Bem).  Flor vai reinar no meio dessa garotada.

bjs

Gilda



Diário de Bordo – Japão – Parte 2

Queridos,  realmente minha impressao do Japao mudou bastante.  Ontem, dia de nossa chegada aqui, passei o dia bestando, tonta por conta do fuso horario e dormi em varias etapas sempre em horas erradas.  Conclusao:passei, praticamente a noite em claro, respondendo emails,etc….  No aeroporto estavam a nossa espera o pessoal do Sr. Honda, que lembrou-se de mim da outra vez que eu vim aqui(96).  Leva-se uma eternidade para vir do aeroporto de Narita ate a cidade.  O tempo estava nublado e abafado.  Humidade altissima.   Quando chegamos ao hotel – Grand Prince Hotel Akasaka – a ficha caiu que foi nele mesmo que fiquei da outra vez.  Os quartos sao bons, espacosissimos para padroes japoneses, no 29 andar e ve-se bem a imensidao da cidade.  Antes de vir para o nosso hotel(so estamos Gil e eu nesse) passei pelo hotel da galera pra dexa-los(eh bem perto e chama-se Villa Fontaine Roppongi Anex).  Quando cheguei no quarto tomei uma ducha e…  deitei um pouco….  UM pouco eh otimo. Acordei as 19 hs!!!!  Ai fiquei ligadissima, abrindo emails, escrevendo, vendo CNN(so da convencao republicana, tornado do Haiti, etc….), pedi uma sopa miso e….  voltei a dormir la pela 1 da madruga.  Acordei as 4 hs e fui pro computador de novo onde fiquei ate as 7 hs e pensei: vou dormir mais um pouquinho ate as 10 hs para ir pro hotel da galera sair com eles.  Acordei com o tel tocando e era Fafa pois ja eram 10.30 hs e eles ja estavam afim de sair.  Me arrumei correndo, pulei num taxi e fui pra la. Saimos a pe(metro) e fomos primeiro numa mega loja de eletronica(4 andares de tudo que se possa imaginar do mundo da internet)  De la pegamos mais metro e fomos ate Saporo, bairro de comercio popular mas com muita coisa boa.  Comprei uma camisa oficial da selecao japonesa(numero 7, como ela gosta) pra Marina.  Comprei um tenis Adidas lindo pra mim, meias, etc…. e voltei sozinha para o hotel pois as 16.30 hs chegava a equipe de Serginho Groissman. Foi o tempo de tomar um banho e eles chegaram, Serginho inclusive.  Avisei a Gil, eles quiseram subir pra ver a vista dos quartos mas preferiram sair com Gil e fomos para Omotesando, bairro de comercio sofisticado bem ocidental onde se destaca a loja da Dior, parece um brilhante bruto.  Tem mil outras grifes famosas tipo Gucci, Prada, Vuiton, Channel e mais simples como Ralph Lauren, Gap, Zara, etc….  Estava um formigueiro(sabado) e Serginho foi andando pela rua conversando com Gil enquanto o povo ia passando.  Gil foi reconhecido por varios passantes, japoneses e brasileiros que vinham do Brasilian Day(hoje foi show do Olodum;  amanha e Jorge Benjor).  Tiramos muitas fotos ate de uma festa de bairro daqui(parece a nossa quermesse, com barraquinhas, lanternas, etc…) e vimos uma gueixa completa.  Primeiro ficamos timidos mas depois falamos com ela e pedimos para tirar foto e gravar e ela aceitou com um sorriso.  Pra resumir: ela so fala praticamente japones se chama Harumi, ficou deslumbrada ao saber que Gil (e Serginho) eram famosos no Brasil(o nosso interprete contou) e eu disse a ela que Gil tinha uma musica no novo CD chamada “Gueixa no Tatame” e ela vibrou disse que ia logo procurar o CD.  Dei a ela o endereco do site, meu nome e email e ela deu o dela.  Depois disso vimos um monge que mais parecia um pai de santo tanto pela roupa quanto pela ramo de folhas que ele tinha na mao e com o qual batia no ombro de uns homens de quimono numa roda.  Depois ele comecou a orar e todos abaixaram a cabeca, inclusive eu que era olhada com estranhamento pois desconfio que na roda so podem ficar homens.  Mas…. sou turista e me fiz de louca.  Fizemos fotos do monge tb.  Ficamos umas boas 3 horas pela rua, andando, gravando e foi otimo.  Serginho vai gravar ainda na passagem de som do dia 11 e no show, nos camarins, etc….  Acho que a materia vai ficar barbara.  Que musica voces acham melhor eu sugerir pra ele gravar?  Gueixa? Nao grude?  Mandem dizer.  Depois a equipe nos deixou aqui e vamos dormir cedo pois amanha Gil da entrevistas das 11 as 14 hs, almoca e vamos ensaiar com o cantor japones Miyazara a musica ” SHima Uta”  que Gil vai cantar em alguns shows com ele e seu grupo Ganga Zumba. 

Fiquei ontem ate um pouco deprimida pela solidao do quarto de hotel, desse pais(eles tem ate uma boneca de silicone para nao se sentirem tao sozinhos!!!  Foi Serginho que nos contou)  Quem pintou aqui no hotel tb foi Daniel Rodrigues.



Diário de Bordo – Japão – Parte 1

Queridos,  estou na sala vip da Air France do Aeroporto Charles de Gaulle onde vou esperar 3.40 minutos para pegar o aviao que nos levara a Tokyo.  A Italia, foi como sempre, uma delicia e o show foi dos melhores BANDA LARGA CORDEL que ja vi.  Gil e a banda estavam endiabrados e como o som do teatro era maravilhoso, foi um showzaco.  A vinda do Brasil pra ca foi tranquila, vim com Jerry e todo o grupo menos Gil, Fafa e Bem que vieram via Londres e nos via Paris onde fizemos a conexao para Milao. Quando chegamos no hotel, os de Londres tinham acabado de chegar.  O hotel era no campo em Pavia, lugar tranquilo e hotel confortavel.  Descansamos um pouco e a noite fomos com o produtor, Rodrigo, um gaucho simpatico, jantar no restaurante… Comida deliciosa com em praticamente qualquer lugar da Italia, vinho delicioso da regiao.  Voltamos pro hotel onde eu dividia o quarto com Fafa.  Cai na cama e dormi direto ate a manha seguinte.  Acordamos relativamente cedo(9 hs) e fomos tomar cafe de onde eu fui fazer minha caminhada(meus companheiros de andancas sao Leco, Gustavo de Dalva e, as vezes, Jerry) nos jardins do hotel, depois fui nadar na piscina, fiz sauna, hidromassagem, tomei uma super ducha e.fui para o quarto de Gil esperar a ligacao de uma radio japonesa que fez uma entrevista boa com ele.  Logo era hora do almoco.  O hotel nao tinha restaurante mas como era afastado da cidade, eles nos ofereceram saladas e massa simples, a mesma que fazem para os funcionarios e era uma delicia.  Depois uma sesta e fui ligar pra Sabrina e Giorgio, que vieram de Milao pra ver o show.  Consegui localizar Nimy, mae de Sergio Bardotti(ele morreu ano passado de um enfarto fulminante e a pobre mae foi quem o achou caido morto no chao).  Consegui e ela se emocionou muito pois ele e Vinicius eram amigos fraternos(ele fazia a versao das letras e das poesias de Vinicius para o italiano) e quando ela a levou para conhecer o Brasil, passeei muito com a simpatica velhota(ela esta com 90 anos mas lucida).  Convidei-a para o show mas ela me disse que esta quase cega e entao convidei seu outro filho Massimo com a mulher.  A familia eh toda de Pavia.  Logo me telefonou Leonardo(do Milan e meu velho conhecido de Niteroi) dizendo que estava louco pra vir nos ver mas que tinha um jantar de trabalho e ia tentar vir para a passagem de som mas acabou nao vindo.  Uma pena.  Bem, as 17l30 hs, deixei o hotel com Gil e fomos para a Pizza de la Vitoria onde iam abrir o Festival dos Saberes do qual o show de Gil era a primeira atracao. Este festival reune intelectuais, professores na cidade para varios encontros, debates, lancamento de livros, etc…  e o tema deste ano eh Matematica e Musica.  Muito interessante e a prefeita de Pavia falou para o publico e convidou Gil para sauda-los.  Gi fez a saudacao num belo italiano que ele fala cada vez melhor.   De la fomos a uma farmacia pois Gil esqueceu varios itens do seu necessaire e fomos para o teatro passar o som e fazer mais 2 entrevistas.  A materia que fizemos no Rio para o Corriere della Sera saiu hoje belissima, pagina inteira com uma foto barbara de Gil.  Muito bem diagramada(italianos sao imbativeis em varias artes).  Enquanto a banda passava o som, comecamos as fotos para a Vogue Uomo(Italia) que trouxe um caminhao de roupas e acessorios e eu bati os olhos numa camisa e disse a produtora:  essa vai ficar certinha em Gil.  A camisa era linda e de fato ficou otima nele.  O fotografo era bem bacana e fizemos fotos incriveis.  Vou passar um email pra produtora pra checar o nome do fotografo.  Muito original as ideias dele.  Depois Gil passou o som e apos deu a entrevista a Vogue e outra para a RAI em rede nacional.  Ja comentei o show e apos o mesmo fomos para uma tratoria Marechiaro, na praca principal da cidade, onde nos acompanharam Sabrina e Giorgio.  Ela foi durante anos braco direito do estilista Romeo Gigli e ficamos amigas fraternas.  Ele eh um grande designer de joias e objetos, que expoe e vende em varios lugares(inclusive Tokyo) e tambem virou irmao.  Depois do jantar voltamos pro hotel, alguns ficaram na internet pois ja era 1.30 hs.  Eu nao resisti e fui dormir um pouco.  Quando o telefone tocou as 3.30 hs da madrugada eu nao queria acreditar.  Pegamos o carro, fomos ate o aeroporto de Milao(1 hora + ou -) voamos ate aqui e ca estamos a espera do Paris/Tokyo.  Gil, Fafa e Bem voltaram pra Londres de onde seguem pra Tokyo.  Vamos gravar para o programa de Serginho Groissman dia 6/9 pois Serginho vai apresentar o Independence Day em Tokyo.  Ja soube que Benjor esta por la tambem.  Tomara que a gente se encontre.
bjs
Gilda



Diário de bordo – Parte 5

Gil passou uma tarde de Gisele Bundchen posando para um editorial da Vogue Uomo- Italia.  O cenário não poderia ser mais chic,  o teatro Fraschini, de 1700 e pouco, lindo e Gil estava muito a  vontade, parecendo um personagem de um filme de Visconti.

Ele se sentou sobre as cadeiras de veludo verde água da platéia e depois fez mais uma sessão numa frisa do teatro onde pouco mais tarde ele levou a galera a loucura fazendo todos dançarem muito.  Após o evento concedeu entrevista  para a RAI nacional, rádios locais e hoje foi página de 2 jornais locais 1 também do nacional Corriere della Sera.



Diário de Bordo – Parte 4

BEIRUTE/POLIGNANO A MARE/ROMA/MONTAUBAN

Saímos de Beirute com honras de chefe de estado, a promotora local, Norah Jumblatt foi nos acompanhar, e tinha uma outra moca da produção local muito esquisita que a banda apelidou de Kledir. Ela fez nosso check in e voamos com Alitalia rumo a Roma onde nos aguardava nosso ônibus. O vôo atrasou um pouco e chegamas a Fiumiccino quase 23 horas. Zarpamos pra Polignano a Maré, a 490 kms. de Roma, na Puglia, logo ao sul de Bari. A cidadezinha de 10.000 habitantes ficou famosa por ser a terra natal de Domenico Modugno um dos mais famosos artistas italianos de todos os tempos. O show de Gil, alias, dava inicio aos festejos de 50 anos de “Volare” uma das 10 cancoes mais famosas do mundo de todos os tempos. Bem, nosso hotel, Il Covo dei Saraceni, ficava a beira mar, em cima de uma garganta de escarpas altas com aquele mar turquesa no meio. Um sonho e a primeira providencia no dia seguinte foi irmos a praia. A água era deliciosa, não tão fria como costuma ser por essas bandas. So que eh praia de pedras, sem areia.

A tarde, fui com Lucinha e Sandra ao mercado pois íamos reunir o grupo no terraço da suíte de Gil e Flora. Voltei correndo pra acompanhar as entrevistas de Gil com RAI, La Repubblica e jornais locais. A noite fomos pro terraço enorme da suíte, debruçado sobre o mar, a noite fresca e servimos champagne, vinhos e queijos e frios e estava deliciosa a farra. Teve cantoria com direito a Lucinha e eu imitando Dalva de Oliveira. Hilário.

No dia seguinte, fomos a praia novamente, almoçamos no restaurante do hotel e fomos ate Bari pra dar uma sacada. Na volta acomapnhei Gil na passagem de som(a produção italiana eh realmente a pior do mundo e os meninos sofrem com equipamentos velhos, atrasos, falta de material, etc.. mas em compensacao tem a beleza do pais, a simpatia das pessoas, a comida e os vinhos maravilhosos. O show foi maravilhoso na praça principal da bela cidadezinha, com a população praticamente toda na rua e Gil cantou Garota de Ipanema(o que já faz em todos os shows) e emendou com “Volare” comentando que uma era a musica brasileira mais famosa no mundo e a outra italiana. Após o show, jantamos perto do show e saímos as 3.30 hs da madrugada pra aproveitarmos o dia livre em Roma.
Chegamos de manha na cidade linda e ensolarada. O Hotel era o tradicional Bernini Bristol na Piazza Barberini, ao pe de Via Veneto, com sua linda fonte feita por Jean Lorenzo Bernini, um dos maiores escultores de todos os tempos. A suíte de Flora e Gil(604) era simplesmente o maximo do bom gosto com um grande terraço sobre a praça, uma piscina com espreguiçadeiras, mesinhas, ombrellone. Um escândalo!!! A equipe ficou em outro hotel, próximo a Villa Ada, local do show. No Bristol ficamos Flora, Gil, Lucinha, Sandra e eu. Nos instalamos, telefonei pra todos os amigos romanos(a maioria fora da cidade, nas praias diversas) e saímos a pe, flanando ate o Al Moro, restaurante delicioso, o favorito de Chico Buarque, habitue do local, nas proximidades da Fontana di Trevi(Vicolo delle Bolette, 13). Após o almoco, fizemos umas comprinhas e voltei pro hotel pra pegar Gil e fomos no carro do governo ao encontro do Presidente della regione, Dr. Zingaretti, a secretaria de cultura de Roma, Cecília D Elia e outras autoridades. O propósito era agradecer a Gil pois o governo da região se inspirou no projeto “ Pontos de Cultura” e criou um projeto semelhante nas periferias das grandes cidades italianas. Eles conversaram sobre inclusão digital e fizemos uma visita aos subterrâneos do Palazzo, onde recentemente descobriram ruínas de casas romanas de ate 2.000 anos atrás.
Foi muito bacana e nada chato como eu havia pensado inicialmente.

De la, voltamos pro hotel, pegamos as meninas(Flora, Lucinha e Sandra) e seguimos pra casa de Ettore(Viale Trastevere, 85) onde ele nos ofereceu um jantar maravilhoso, tudo feito por ele. La estavam nossos queridíssimos Marco Molendini e Lorenza Foschini(ele me deu de presente seu livro Il Capoto de Proust), Gino Castaldo, Jerry Marques, nosso tour manager, Bem, Fiorella Mannoia e seu novo namorado. Foi uma noite ótima e na volta, ainda tivemos fôlego pra tomar champagne no terraço de Flora.

No dia seguinte, dia de show, trabalhei um pouco na internet, tomei sol no terraço de Flora, conversei por telefone com meus amigos Marisella e Alberto Zanmatti(estão na Sardenha), Fiorella Amico(filmando perto de Florença), Patrizia Giancotti, Enrica Antonioni, Francesco Luciani(em Porto Santo Stefano), Rafael Millon, Massimiliano di Tommasi, Menahen Gantz(correspondente de jornal israelense em Roma). Os que estão em Roma, vão todos ao show. Jerry nos ligou dizendo que estava tudo super atrasado e passou nossa saída do hotel para 19.00 hs. Almoçamos no restaurante do Hotel no terraço com Sandra e Lucinha que saíram em seguida pra voltar pro Brasil. Vamos sentir uma falta enorme delas pois juntas nos divertimos muito. Chegamos a Villa Ada so Deus sabe como pois o motorista que mandaram pra nos buscar não sabia onde nos levar. Enfim, como um milagre, o show aconteceu e foi lindo, muito cheio e com publico bem participativo. Enrica Antonioni veio nos ver antes do show e achei-a bem, apesar de um pouco mais gorda e com olhos tristes. Ela praticamente raspou a cabeça.

Conversamos muito, ela nos convidou pra passar uns dias na casa de Trevi. Todos os amigos citados apareceram no camarim depois do show e foi uma alegria enorme no camarim, todos encantados com a versão de Gil pra “Volare” (que se chama, de verdade, “Nell Blu, dipinto di Blu”). Saímos de la, fomos com Ettore jantar no Ristorante e Pizzeria La Base, um dos poucos de Roma aberto a noite toda(Via Cavour, 274), já com nossas malas no carro, De la, fomos ate o hotel dos músicos onde nosso ônibus nos esperava. Saímos 3.30 hs da madrugada.



Diário de bordo – parte 3

Montreux, estava linda, animado como sempre e, logo de chegada encontrei minhas amigas Nancy Ypsilantis, jornalista Greco suíça e Dominique Dreyfuss, minha amiga e amiga da MPB de muito tempo.  Ela eh francesa mas foi criada em Garanhus, PE e fala português com sotaque franco-nordestino.  La em Montreux tivemos a companhia de Otavio Rodrigues da Revista Rolling Stones que foi terminar o perfil de Gil que deve sair na revista dentro em breve no Brasil.   Logo encontrei Tb Mazzola com a filha Daniela, MartNalia com Connie,  Elba e Gaetano com Lua, Quincy Jones a quem o Festival estava homenageando pelos seus 75 anos.  Foi pena termos ficado tão pouco na cidade pois Claude Nobs nos convidou pra uma festona na casa dele que eh um chalé no alto da montanha e que provocou o seguinte comentário de Azeitona, baixista de Toquinho que foi la conosco em 81: “ Minha irma, favela eh essa aqui.  So tem casão, com jardins floridos não eh aquela espelunca do Brasil”.

Tive uma brechinha a tarde efui mostrar um pouco de Motreux pra Marina, tiramos fotos na beira do lago, com as estatuas que homenageiam os grandes nomes do jazz(Ella Fitzgerald, Ray Charles e outros).  A noite o show foi animaderrimo e MartNalia abriu os trabalhos de maneira gloriosa.  O auditório cheio, seguiu com Elba e seus forros e xotes e Gil  fechou os trabalhos sendo assistido por Quincy Jones e equipe, entre os quais o nosso internacional percussionista Paulinho da Costa com a sua Arícia há anos radicados em LA e ele sempre aparece nos créditos de discos das maiores feras tipo Stevie Wonder, Madonna, entre outros.   Depois do show fomos ao hotel, o maravilhoso Montreux Palace tomar uma chuveirada e saímos rumo a Padova, pra ser mais precisa, Galzignano Terme, uma espécie de Caxambu italiana.  O hote(Splendid)l tinha mil piscinas, com hidromassagem e águas tratadissimas e la tínhamos 3 dias inteiros pra aproveitar. O show foi numa ruína do Castelo D Este.  No primeiro dia de manha, peguei uma bicicleta com Marina e andamos quase 2 horas pela região, lindíssima, com córregos, rios, vegetação bonita.  No outro dia livre acordamos mais cedo e fomos, Marina, Jerry, Crocas e eu pra Veneza.  O dia estava lindo e, ao contrario do previsto, não pegamos fila pra nada e rapidamente chegamos la(uns 50 minutos de  ônibus e mais uns 30 de tragetto, o barco que nos levou ate a Piazza San Marco).  Realmente, eh ver Veneza e morrer pois eh linda no inverno ou no verão com ou sem turistas.  Voltamos ao hotel e ainda tivemos tempo de curtir um pouco da piscina. 

No terceiro dia saímos as 17 hs rumo a Deauville, a viagem durou 21 horas(no livro estava 17 hs….  não a toa chamamos o tour book de livro das mentiras ou book of lies).  Chegamos em Deauville, linda com suas construções normandas inclusive o nosso hotel Normandie, o mais belo da cidade e o cassino ao lado gênero Copacabana Palace. O quarto era uma fofura e eu e Marina nos jogamos na cama. Comemos num restaurante simples mas gostoso perto do hotel e fomos dormir cedo.  No dia seguinte, caminhei na orla(uns 7 kms) a praia eh enorme de areia mas a água e feia, cor de caldo de cana(eh o Atlântico Norte, feio mesmo).  E depois sai pra umas compritas com Marina.  Acompanhei Gil na passagem de som e na coletiva que aconteceu logo após quando chegaram nossos queridos Edgard e Claudine amigos novo mas muito queridos.  Deixei Gil no hotel e fui jantar com eles no Le Cinc, restaurante lindo e comida maravilhosa(comi fois grãs e um risotto de camarão divinos, acompanhado de champagne gelada).  Depois fomos pro local do show e resolvi voltar pra Paris de carona com Edgard e Claudine pois assim poderia deixar Marina na casa de Marília e encontrar a turma no dia seguinte no aeroporto pra voarmos pra ca(estou em Beitedine, Líbano). 
Chegamos em Paris as 2.30 hs da manha e a pobre da Marilinha abriu a porta e o coração pra nos receber.  Dormimos e acordei cedo com Marília, tomei banho e fui de carona com ela ate o terminal Air France e peguei o ônibus pro Aeroporto.  Cheguei bem cedo, confirmei as nossas passagens para a GRÉCIA e para o Brasil.  Logo depois chegaram Flora, Gil e a banda e voamos pra Beirute com a MEA(Middle East Airlines).  A viagem dura 4.20 hs e tinham autoridades nos esperando na porta do avião.  Assim que saímos direto pra uma sala vip, recolheram os passaportes, nos levaram para o hotel Bristol, nos instalamos e fomos primeiro visitar um palacete de 150 anos que pertence a uma amiga de Paulo Uchoa a Gabi.,  A casa eh impressionante e o jardim enorme ao fundo mais majestoso ainda com um fícus cheio de cipós-raizes incrível.  Tomamos uma água de rosas com a Gabi e a mãe dela nesse jardim e fomos  jantar, a convite da produção do festival no Mandaloun Sur Mer, ao ar livre, a beira mar e eles apresentaram uma degustação de comida libanesa de primeiríssima, um vinho branco Tb ótimo(no avião serviram um tinto mas não gostei pois era muito resinado tipo uns gregos).  Havia muita gente local da mais alta sociedade.  Era um tal de minha lancha pra Ca, meu AP em NY ou em Paris pra la mas tudo sem afetação.  Do nosso grupo estávamos Flora, Gil, Lucinha, Sandra, Paulo Uchoa e a banda mais Crocas e eu. Foi ótimo e cheguei no hotel morta.  Todos comentam a falta que Marina faz na tour e eu fico toda orgulhosa. 

Hoje saímos de manha, as mulheres mais Paulo Uchoa e fomos as compras.  Primeiro fomos na loja Orient 449 (Rue Omar Daouk), que pertence ao Frank, um amigo de Uchoa e seguramente a melhor loja do pais pra roupas e coisas de casa.  São túnicas, kaftans, colchas, toalhas de mesa, objetos, etc….  tudo regional mas muito bem feito, com tecidos de primeiríssima e muito bom gosto.  De la fomos ao bazar L Artisan Du Liban(Rue Clemenceau-Imm Tajer) com coisas bonitas Tb mas bem mais simples e acessível do que a primeira loja.   Depois passamos no hotel, pegamos Gil e fomos almoçar no Abd El Wahab(51 Abdel Wahab El Inglizi Street) também com comida maravilhosa.  Nos deleitamos e pedimos so as entradas típicas.  Depois deixamos as mocas no hotel e vim com Gil pra ca pra o  Palácio de Beitedine, nas montanhas a 50 minutos de Beirute e residência de verão do presidente da republica.  A cidade de Beirute esta toda refeita mas as marcas das guerras estão em todas as partes e também nota-se um culto as personalidades políticas com enormes outdoors de autoridades. Há muitas mesquitas mas quase tudo tem as marcas das guerras. A promotora do show no Líbano eh Norah Jumblatt, mulher de um político e empresário poderosissimo.  A casa deles eh cercada de seguranças armados ate os dentes. Como disse uma libanesa no jantar de ontem “ o povo já nem sabe por que luta mas querem eh brigar”.

Obs:  toda turne apresenta uma expressão ou mais que viram a marca da turnê. Dessa vez Bem lançou o “nítido” pra dizer “é claro” ou “lógico” e, quando queremos parar o ônibus pra ir ao banheiro fazer numero 2 já que eh proibido fazer no ônibus, falamos” vamos parar pois o charuto ta no beiço “(essa eh do Felipe, filho de Sandra)  ou “o negao já ta no olho magico”(essa eh minha) ou ainda” preciso botar a marrom na hidro”. Muito fino!!!!

A promotora do show no Líbano eh Norah Jumblatt, mulher de um político e empresário poderosissimo.  A casa deles é cercada de seguranças armados ate os dentes.



Diário de bordo – parte 2

 

Bem, Valência foi ótimo. Enquanto Gil descansava, Flora, Marina e eu fomos pra piscina do hotel no terraço tomar um sol e nadar um pouco.  Depois fui com Gil passar o som, após a passagem voltamos todos para o hotel (o Palau de la Musica fica do outro lado da avenida) para jantarmos e tornamos a ir pro show. A sala bela, som ótimo… 

 

Após o show, uma ducha pra encarar às 18 hs (que viraram 20 hs) de estrada ate a periferia de Paris onde pernoitamos. Ville D’Avray, um encanto de lugar e o hotel – Les Etangs de Corot – esta simplesmente no guia Relais Chateau. Que coisa boa dormir numa cama com roupa de cama de primeira, o banheiro com ducha e banheira separadas!  Fomos logo jantar, pois eram 22 hs e o restaurante do hotel fechava a essa hora.  Comemos fois grãs, lapin com penne ao molho de manjericão, tudo isso regado a um Sancerre tinto excelente (Flora é louca por esse vinho e Vinicius também era pelo branco bem geladinho!). 

 

Dormimos como reis e no dia seguinte pegamos a estrada rumo a Rouen onde Tb ficamos na periferia (Forges lês Eaux) e o nosso hotel era no meio de um parque imenso, tudo muito florido, a cidadezinha com muitas casas em estilo normando, com jardineiras nas janelas e nos postes antigos. Uma jóia. 

 

O dono do cassino e dos hotéis nos levou pra comer no restaurante do cassino, bom Buffet e depois fui com Gil e Marina, minha fiel escudeira, pra Rouen onde já estava toda a nossa equipe. Flora ficou no hotel pra esperar Lucinha Araujo e Sandra Fernandes que estavam vindo de Paris de carro.  O local do show era a beira do Sema (ele passa em Rouen a caminho de sua foz em Le Havre), na Esplanade Du Bassin St. Gervais e o show faz parte de uma festa naval deles chamada Armada.  O local era imenso e tive medo de ter pouco público, pois estava chuviscando, nubladíssimo. 

 

Bem, antes do show Gil recebeu em seu camarim o M. Alain Le Vern (presidente da região Haute Normandie), M. Alain Rousset(pres. da Associação das Regiões Francesas) e ninguém menos que  Laurent Fabius, ex primeiro ministro da Franca no governo Mitterand)  Foi aquela troca de amabilidades, eles deram a Gil 2 garrafas de Armagnac, um livro sobre a Normandia(me deram um Tb) e Fabius elogiou muito a nossa economia(Ele foi ministro ou secretario de economia em algum momento, eu acho).  Como ficamos um bom tempo no camarim com eles e depois eu fui jantar com a produção local e quando vimos o publico já tinha chegada e, segundo os locais tinham umas 35.000 pessoas lá. Foi bárbaro. 

 

Saímos batidos logo após o show pra evitar a confusão e quando chegamos no hotel la estavam Lucinha e Sandra com Flora nos esperando.  Fizemos uma horinha e saímos rumo a Montreux onde eu não ia há anos e este ano tem festa pra Quincy Jones pelos 75 anos de idade e pra Gil pelos 30 anos de sua apresentação naquele festival.



Diário da Gilda – Parte 1

 

 

Meus queridos, a tour começou muito bem apesar de um desencontro inicial já que eu e Marina fomos Rio/Paris/Barcelona e Gil e todo o grupo de 15 pessoas (Flora, Gil, 6 músicos, 4 técnicos, 1 tour manager, 1 assistente pessoal, 1 web jornalista) vieram Miami/Atlanta/Barcelona. 

 

Inicialmente chegaríamos 10 minutos uns depois das outras e assim que desembarcamos procurei no painel a chegada do vôo de Atlanta.  La estava ele pousado com bagagem numa esteira ao lado de onde estariam minhas malas.   Recolhemos nossas bagagens e ficamos esperando pela chegada deles.  40 minutos depois, todos os gringos já haviam retirado suas bagagem e nem 1 das 15 pessoas do grupo pintou.  Desistimos de esperar na área das esteiras e saímos no hall onde sequer tinha gente do grupo.  Comecei a surtar e deixei Marina com as malas e fui lá fora procurar nosso super ônibus e, depois de muito andar, reconheci o nome da Cia. Alemã num ônibus porem não havia ninguém dentro.  Fui ficando mais e mais intrigada ate que, depois de muito rodar achei Stephan, nosso motorista que me contou que a turma havia perdido a conexão devido a um mal tempo no aeroporto de Atlanta e que viriam no mesmo vôo do dia seguinte.  Enfim, Marina e eu tínhamos o ônibus (e o dia) só para nos. Nos jogamos e seguimos pra Girona, nosso primeiro pouso. Chegamos umas 3 horas da tarde, deixamos as malas, tomamos uma ducha e fomos caminhar, pois a vontade era cair na cama naquela hora, mas isso transtornaria nossos primeiros dias de turnê. Vimos logo liquidações de verão de Zara, El Corte Inglês e outras lojas, visitamos o centro histórico medieval e lindíssimo de Girona, lembramos de quando estivemos la em 2002 com Caetano e seus filhos e bateu a fome e fomos procurar um restaurante que não fosse muito pra turistas. 

 

No primeiro local que entramos com direito a presuntos Pata Negra pendurados no teto, sentamos e veio uma garçonete mal humoradissima e jogou 2 menus sobre a mesa.  Abrimos e … estava tudo escrito em catalão.  Mostrei a Marina que tinha muito de português e Frances e tentamos adivinhar os pratos.  Reconheci um que era uma salada verde com atum e quando a mulher se aproximou mandei em espanhol “por favor, nos gustaria uma ensalada de atum”….  E ela respondeu: “quando você souber dizer direito o nome do prato que quer, eu volto pra tirar o pedido”!!!!  Fiquei pasma com a grosseria, nos levantamos e fomos procurar outro lugar pra comer. Achamos um bárbaro, chamado Mozart, numa praça linda, ao ar livre e comemos, caminhamos de volta ao hotel onde, tipo as 22 hs eu já estava sonhando.  Marina ficou ainda vendo TV e lendo. 

 

Acordei tipo as 10 hs da manha e desci, tomei café, fui a internet controlar meus emails, dei umas voltas e fiquei de plantão no hotel a espera do grupo.  Chegaram todos mortos e a rapaziada da técnica, salve eles! Comeram algo e foram direto pro local do show fazer a montagem. Os músicos e Gil puderam ao menos comer e descansar um pouco.  Enquanto eles faziam isso, Marina e eu fomos correr num parque belíssimo (La Defensa) cheio de carvalhos e plátanos enormes.  Sai com Gil as 19 hs pra passar o som e já ficarmos no local que era simplesmente o Maximo. O palco montado numa praça, com cadeiras dispostas numas escadarias e ao fundo a imponente catedral de Girona.  A acústica foi a mais perfeita que já escutei e o show foi lindo.  Os ingressos esgotados dias antes (como não usamos os nossos 20 convites pediram pra vender a sobra pois havia fila nas ruas laterais da praça fechadas). 

 

O incansável Gil, após o show que botou todo mundo pra dançar o xote, o baião e o samba, ainda teve fôlego pra atender o pessoal do Linguamon, fundação de Barcelona que se dedica as línguas (vão criar um museu das línguas, inspirado no nosso da Língua Portuguesa em SP) e que estão rodando um documentário sobre diversidade lingüística, com apoio da ONU e que terá Gil como fio condutor.  A idéia é que ele encontre, em suas andanças, pessoas de diversas áreas e de diversas línguas pra trocar idéias e os caras vão filmando.  O primeiro encontro aconteceu no camarim de Girona e foi com um rapaz de uma aldeia nos Pirineus e que se dedica a conservar sua língua original que esta quase desaparecida – o aragonês.   A conversa foi super interessante e depois dela fomos todos dormir exaustos já que hoje a técnica saiu as 8 hs e nos as 10 hs. 

 

Estamos na estrada há quase 3 horas e devemos chegar em Valencia às 16 hs. Faremos o show hoje a noite e as 2 hs da madrugada saímos pra Rouen (1.375 Kms ou 18 hs + ou -). 

Em Rouen chegam nossas queridas Lucinha Araujo e Sandra Fernandes.  Aproveito que todo mundo foi se acomodar em suas camas pra escrever no sossego e com uma estrada linda e bem asfaltada (da uma pena das estradas brasileiras e sobretudo dos motoristas que nelas tem que trafegar!!). 

 

Estou com uma boa pauta de assuntos pra “despachar” com Gil, tipo combinar o horário pra fazer a foto da capa da Rolling Stones em Montreux, armar uma coletiva também em Montreux a pedido da Warner Suíça, confirmar encontro com o presidente regional da Normandia apos o show em Rouen e com o presidente da região Veneto em Padova;  armar encontrar pra depoimento pra um documentário sobre Capoeira feita por um grupo de franceses em Montauban,  encontro com  filho de Marcel Camus, que é desenhista de quadrinhos/mangas e vai fazer a revista de Orfeu Negro e quer que Gil escreva uma apresentação…  

 

Enfim,  é dura a vida da bailarina.  Muito pedido pra um só Gil!!!!!